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27/Fev 100 anos do sutiã

A moda acompanha e reflete o comportamento, refletindo o lifestyle e os valores de cada época. Na moda íntima, não é diferente. Hoje é possível afirmar que a lingerie deixou de ser roupa de baixo, para se tornar um acessório de moda, cujo uso é a mulher quem determina. Essa liberdade, assim como a grande variedade, que permitem as escolhas, são relativamente recentes. No ano em que se comemora o centenário do sutiã, pode-se dizer que a evolução dessa peça-chave do guarda-roupas feminino acompanhou as conquistas das mulheres ao longo do século. Para entender esse processo, vamos traçar uma linha do tempo, destacando os principais fatos e influências sobre o comportamento feminino e a lingerie.

1907 – Foi neste ano que o estilista francês Paul Poiret investiu em uma nova silhueta feminina, criando vestidos de cintura alta e decretando o fim da ditadura dos corsets. Nesse mesmo ano a americana Mary Tucek desenvolveu uma peça com bojos e alças para sustentação dos seios. A invenção foi parar na revista Vogue, batizada de brassière.

ANOS 10 – No ano de 1914, a jovem nova-iorquina Mary Phelps Jacob uniu lenços de seda com laços de fita para poder usar um vestido de festas que não comportava o espartilho. Depois de fazer cópias para as amigas, decidiu patentear e comercializar a peça. A moça acabou vendendo o registro para a Warner Bros, que iria faturar milhões com o produto nos anos seguintes.

ANOS 20 – Esta década marcou a chegada do sutiã no Brasil. Durante esse período foi lançado um modelo já bastante parecido com os atuais: triangulos de tecido unidos com elástico passado sobre os ombros e alças cruzadas nas costas. O fechamento ficava na parte da frontal.

ANOS 30 – Inovações técnicas, como o lançamento do nylon pela Du Pont começam a modernizar a modelagem do sutiã tradicional, dando início à preocupação com a funcionalidade, principalmente a sustentação. Em 1939, um ano após o surgimento do nylon, foi criado o modelo com bojos mais fundos e pespontos circulares. Como consequência dessa adição, os modelos começam a ganhar formas mais atraentes.

ANOS 40 – A praticidade do nylon toma conta do mercado. Por ser leve, resistente, secar com rapidez e não amassar, o material conquistou a preferência feminina. Nessa década surgem os enchimentos com espuma.

ANOS 50 – A década de 50 marca o momento em que a lingerie se tornou realmente sedutora. O sucesso do bojo, do nylon, e o lançamento de modelos com enchimentos criaram uma atmosfera propícia para as mulheres investirem na sensualidade. Ícones como Marilyn Monroe fizeram uso da lingerie para marcar época, explorando os limites da sensualidade feminina – sua imagem glamurosa e aparentemente inocente para os dias de hoje eram consideradas para lá de ousadas na época. Em 1955 surgiu o modelo “peito de pombo”, com alças se prendendo às pontas da armação quase no limite das axilas, aproximando os seios. O final deste período marcou também o surgimento de outra inovação: em 1958 a Du Pont promove o lançamento da lycra, outro material que impactaria a evolução do sutiã nos anos que se seguiram.

ANOS 60 – Apesar de marcada por manifestações feministas, nas quais mulheres queimaram sutiãs em praça pública por considera-lo símbolo da opressão masculina, a década de 60 foi um período de romantismo, que estimulou a volta de clássicos como os corseletes (em versões modernas). As cintas-liga, meias 7/8 e rendas também ganharam espaço no repertório das mulheres, reformuladas como acessórios mais decorativos do que funcionais.

ANOS 70 – A mistura do nylon com a lycra revolucionou de vez as modelagens dos sutiãs, uma vez que a costura no meio dos bojos já não era necessária. As transparências começam a ganhar espaço, evidenciando a moda íntima como objeto e instrumento de desejo para as mulheres. Publicações especializadas pregavam a liberdade de escolhas e a liberação sexual, e as mulheres já passavam a desempenhar novos papéis na sociedade.

ANOS 80 – Década do fetiche. Nesse período Madonna se afirmava como uma artista transgressora, utilizando a lingerie como símbolo desse comportamento. O sutiã estava cada vez mais em evidência e já não precisava se limitar a se esconder em baixo da roupa, impulsionando um revolução no design da peça. Grande variedade de estampas e texturas tomam conta do mercado.

ANOS 90 – As transformações no design do produto se valem das infinitas possibilidades de modelagem e inovações nos materiais. Surgem peças sem costura, modelos especiais para a prática esportiva. A microfibra se afirma como a grande beneficiadora dessa revolução na moda íntima.

ANOS 00 – No início do Século 21, o impacto da cultura pop, com o surgimento de artistas cada vez mais voltados para a imagem, e do universo fashion, que decreta a era do sutiã à mostra e de outras tendências como as hot pants, impulsionam a modernização das marcas tradicionais do segmento. A lingerie ganhou status de artigo fashion, de acessório de moda, estimulando o surgimento de grifes com um olhar cada vez mais apurado sobre as modelagens e acabamento das peças. A moda íntima segue as tendências, mas também dita as suas próprias, de acordo com as referências de consumo das clientes. Hoje, ela é vista como uma peça fundamental do guarda-roupa feminino, tanto pelo conforto, quanto pela beleza e pelo desejo de sedução e poder.

 

Fonte: All Lingerie

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